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Metrô de SP entra em greve nesta quarta-feira, decide sindicato


Segundo a entidade, o Metrô propôs reajuste salarial de 2,6% não retroativo, menos do que os 9,7% propostos pelo Ministério Público do Trabalho. A paralisação não afeta as linhas 4-amarela e 5-lilás, que são privatizadas, apenas as linhas 1-azul, 2-verde e 3-vermelha, além da linha 15-prata do monotrilho, todas operadas pelo Metrô. Em nota, o governo de São Paulo disse que a decisão de fazer a greve é inadmissível, "com toda a linha de frente vacinada e com a crise econômica que estamos passando". "O Metrô de São Paulo fez uma proposta de acordo salarial aos seus empregados muito acima do que é praticado no mercado de trabalho e previsto na legislação trabalhista. O sindicato certamente vive em uma realidade diferente do restante do país, que sofre com desemprego, perda de renda e fome. O Metrô manteve todos os serviços e seus empregados, apesar do prejuízo de R$ 1,7 bilhão no último ano e de mais de R$ 300 milhões no primeiro trimestre de 2021", diz o texto. Ainda segundo a nota, a companhia "ofereceu a manutenção de diversos benefícios, muito além dos exigidos pela CLT". "Reivindicar novos aumentos salariais e de benefícios, punindo a população com a paralisação do transporte público e deixando milhares de pessoas que cuidam de serviços essenciais, como saúde e segurança sem transporte é uma atitude desumana e intransigente. Lamentamos muito que isso esteja ocorrendo e iremos trabalhar para oferecer o melhor transporte possível aos cidadãos." De acordo com o governo, uma liminar da Justiça do Trabalho determina a manutenção de 80% dos trabalhadores no horário de pico e 60% nos demais horários, sob pena de uma multa de R$ 100 mil por dia. Além da disputa salarial, o sindicato também está brigando com o governo contra a venda do terreno onde fica a sede da entidade. O governo marcou para o próximo dia 28 a abertura dos envelopes com propostas para compra do terreno onde o prédio do sindicato está instalado, na zona leste da cidade, entre as estações Carrão e Tatuapé da linha 2-vermelha do Metrô. O terreno foi cedido pelo governo de São Paulo por comodato (empréstimo) ao sindicato no fim dos anos 1980, e a categoria inaugurou um prédio no local em 1991, conta Wagner Fajardo, coordenador da entidade. No fim de abril deste ano, no entanto, o governo Doria abriu licitação para vender o terreno e pediu a desocupação do local em até 60 dias. O sindicato afirma que a venda tem motivações políticas, uma vez que a categoria critica as privatizações e concessões feitas pelo governo.


Fonte: Folha de São Paulo

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